Desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, a oligarquia da Nova República, composta por partidos de esquerda e seus ex-aliados fisiológicos, não lhe dá trégua. Ela não contava com sua eleição e, como isso ocorreu, decidiu que o Capitão não governará e será destituído. É uma questão de sobrevivência: acabaram-se o “presidencialismo de coalização”, a distribuição de ministérios de “porteira fechada”, o aparelhamento das estatais e a corrupção endêmica praticada por muitos de seus integrantes, apesar de algumas exceções.

A estratégia para destituir o presidente eleito teve, desde seu primeiro dia de governo, três eixos:

  1. imobilizar suas ações para que não implemente seu programa de governo;
  2. destruir sua imagem, imputando-lhe incompetência para governar e falta de equilíbrio emocional; e
  3. acusá-lo, e a seus familiares e colaboradores próximos, de todo tipo de crimes possíveis.
    E assim foi sendo feito. Parlamentares, governadores, juízes, promotores, ministros do STF, organismos internacionais, organizações não-governamentais e a imprensa nacional e estrangeira, todos em estreita coordenação, colocaram a estratégia em prática desde o primeiro dia do novo governo.

O presidente foi massacrado diuturnamente. Teve suas competências invadidas pelo Legislativo e Judiciário. Ele, seus parentes e colaboradores foram e estão sendo acusados e investigados, injusta e arbitrariamente, em várias instâncias judiciais, inclusive no STF. O Congresso e o STF usurparam e usurpam competências do Executivo. O Congresso lhe engaveta e descaracteriza projetos de reformas ou, na melhor das hipóteses, os atrasa. Acusam o presidente de “não dialogar”, eufemismo para liberação de verbas em troca de apoio. A imprensa nacional, em coordenação com a estrangeira, cria factoides, esconde a verdade, distorce fatos, no Brasil e no exterior. Políticos esquerdistas junto a seus comparsas em organismos internacionais como a ONU e OMS, totalmente aparelhados por comunistas, promovem críticas e condenações ao governo brasileiro.

Mas, apesar de toda essa orquestração, Bolsonaro manteve o apoio popular e a oligarquia já percebeu que ele será reeleito, com possibilidade de sê-lo no primeiro turno.
Porém, eis que surge o COVID-19.

Rapidamente os oligarcas identificaram nesse vírus a grande oportunidade para, coordenadamente com as demais ações, paralisar o país para gerar o caos político, econômico e social, culpar o chefe do Executivo por tudo e promover-lhe o impedimento.
Adicionalmente, e aproveitando-se da calamidade pública, a oligarquia aperfeiçoou a estratégia: governadores e prefeitos criam uma frente hostil ao presidente e são apoiados pelo STF, que lhes garante autonomia típica de um Estado confederativo. Adicionalmente, cooptam os ministro da Saúde e da Justiça para se insurgirem contra seu superior, legalmente instituído, à escusa de interferência em seus ministérios.

Porém, essas orquestrações adicionais também não afetaram a percepção popular em relação a Bolsonaro. Ao contrário, fizeram com que a população percebesse a ameaça ao seu voto e se mobilizasse em defesa dele. Durante sete domingos seguidos houve manifestações de apoio.

Portanto, à oligarquia, com elevadíssimos índices de rejeição popular, nada mais resta a não ser destituir, “na marra”, o presidente democraticamente eleito e gozando do apoio da maioria da população, pois pode não sobreviver às eleições de 2022. Aliás, não pode sequer conseguir colocar um ministro no STF, porque esse seria o começo de um processo que poderia culminar na derrocada do último bastião dos governos anteriores, encravado no atual.

Nesse contexto, em 27/05/2020, Alexandre de Moraes, dando prosseguimento ao (inconstitucional) inquérito 4.781, determinou à Polícia Federal o cumprimento de 29 Mandados de Busca e Apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Em 29/05/2020, a revista “Forum” (um panfleto de esquerda) publicou matéria com o seguinte título: “Copo de leite: Bolsonaro usa símbolo nazista de supremacia racial em live”. No texto, citando declarações de antropólogos, se desenvolvem argumentos falaciosos para vincular o presidente ao nazismo e a movimentos racistas norte-americanos adeptos da supremacia branca. A partir desse dia, intensificaram-se nos variados órgãos de imprensa, escrita e falada, matérias e entrevistas no sentido de vincular o chefe do Executivo brasileiro ao nazismo e ao fascismo.

Em 30/05/2020, à noite, manifestantes bolsonaristas se dirigiram à frente do STF com roupas pretas, máscaras e tochas para protestar. Isso bastou para a imprensa começar a massificar comparações com a “Ku Klux Klan” e manifestações nazistas, inclusive com imagens de época.

Mas essas ilações em tom acusatório não se restringiram à imprensa.

Em 31/05/2020, conforme publicado pelo “O Antagonista” e “Uol”, entre outros veículos, o ministro Celso de Mello divulgou nota em que acusou “bolsonaristas e outras lideranças autocráticas” de “desprezarem a liberdade e odiarem a democracia”, motivo pelo qual estariam buscando instaurar no Brasil uma “abjeta ditadura militar”, comparando os métodos para tanto àquele utilizado por Hitler para extinguir a República de Weimar e assumir o poder de forma totalitária.

No mesmo 31/05/2020, em São Paulo, torcidas organizadas – essas mesmas que promovem badernas e violência em estádios – se mobilizaram para uma manifestação, segundo a imprensa, “pró-democracia”. E, logicamente, a manifestação foi marcada para o mesmo local da bolsonarista; e, logicamente, houve confronto.

Iniciado o confronto, a imprensa começou a narrá-lo. Desde o início, os grupos foram assim categorizados: manifestantes bolsonaristas e manifestantes “pró-democracia”, o que dispensa comentários.

Um canal de TV fechado mostrava um grupo de pessoas – havia famílias – vestidas de verde e amarelo, protegido por policiais, sem qualquer atitude violenta, no canto esquerdo da tela; um grupo da tropa de choque da Polícia ao centro que se defendia de pedras atiradas pelos “democratas”, vestidos de negro, e reagia com bombas de gás ao mesmo tempo em que era provocada e agredida por uma manifestante, aparentemente bêbada e/ou drogada. Naquele momento, os “democratas” já haviam feito uma barricada e ateado fogo; antes de chegarem à Av. Paulista, já haviam provocado tumultos no metrô.

Apesar da cena descrita, os comentaristas – e havia vários, como se fosse uma equipe esportiva narrando jogos de copa do mundo – falavam da parcialidade dos policiais que somente reprimiam os manifestantes pró-democracia e se perguntavam, frequentemente, quem teria iniciado o confronto. Logo chegaram à conclusão de que teria sido um manifestante bolsonarista, portador de uma bandeira de um “movimento neonazista da Ucrânia” e uma mulher carregando um taco de basebol e uma bandeira americana. E essa senhora, com porte avantajado, realmente foi mostrada fazendo provocações e sendo retirada da confusão pela polícia.

Tudo muito curioso, pois a mulher provocadora, pelo porte, pelas atitudes e pela caracterização – taco de basebol e bandeira americana – teria sido notada em outras manifestações, pela própria imprensa “isenta e democrata”. Da mesma forma seria notado o “neonazista ucraniano”, cuja bandeira nada tem a ver com o nazismo, conforme já informado pelo embaixador daquele país. Então, ficam as perguntas: quem são realmente essas pessoas? Não estariam lá visando fornecer aos “democratas” um álibi para a baderna, previamente planejada, que viria depois? Não estariam lá para permitir à imprensa construir a narrativa de que os “fascistas de Bolsonaro” provocaram os “pacíficos democratas”?

No mesmo domingo, 31/05/2020, na Globonews, também se reuniram os expoentes do jornalismo isento daquele canal em entrevista ao ministro Gilmar Mendes. As discussões foram no sentido de que as manifestações bolsonaristas são ilegais e anti-democráticas, pois pregam a intervenção militar, o fechamento do STF e do Congresso. Que o presidente, por convocar manifestações e a elas comparecer sem máscara, apertando a mão de pessoas, descumpre decreto do governador do Distrito Federal e orientações do próprio Ministério da Saúde. Que o presidente não entende que vive em uma democracia constitucional e que sua caneta não pode sobrepujar as leis. Ou seja, a linha das perguntas e respostas foi no sentido de que Bolsonaro e seus seguidores não respeitam leis e cometem crimes o tempo todo.

Em 01/06/2020, as manchetes continuaram na mesma linha. No jornal “O Estado de São Paulo”, sob o título de “Conheça os novos movimentos da sociedade civil a favor da democracia”, havia os subtítulos “Torcidas organizadas planejam novos atos contra Bolsonaro e a favor da democracia” e “Atos contra STF expõem radicalização do bolsonarismo, diz estudioso de neofascismo”. No “G1”, encontrava-se “Maia diz que atos contra o STF são ‘inaceitáveis’ e critica presença de Bolsonaro: ‘Muito ruim'”.

A “jornalista” Mirian Leitão, em seu blog acusou o presidente de usar dinheiro público para fazer campanha eleitoral antecipada e defendeu as manifestações dos “democratas”, pois “as ruas não tem dono” e eles também têm o direito de se manifestar.

Na Globonews, pela manhã do mesmo 01/06/2020, Otávio Guedes desenvolveu a tese de que as polícias militares são aliadas de Bolsonaro e, por isso, poderão atuar contra “defensores da democracia” que vierem a fazer novas manifestações contra o governo.
Ou seja, a narrativa está pronta.

Ao que tudo indica, a oligarquia esquerdista desistiu de tentar destituir Bolsonaro pela caneta e destruindo sua imagem perante a população. Vai se utilizar da violência. Vai para o tudo ou nada. E a manifestação “pró-democracia” neste fim de semana, em São Paulo, foi o primeiro balão de ensaio para testar a reação das pessoas descentes.

Substituíram os tradicionais manifestantes esquerdistas ligados a movimentos sociais, estudantes, e sindicatos, que nunca foram santos, por torcidas organizadas, conhecidas pela truculência. E certamente já contrataram os advogados para chegaram junto com os presos às delegacias.

O discurso homogêneo da imprensa estava previamente preparado, no sentido de que todos têm direito de ir às ruas para se manifestar, além de acusar os policiais de reprimirem os “democratas” e protegerem os “fascistas”.

O fato é que a esquerda resolveu “botar a tigrada na rua” para intimidar cidadãos de bem e já está com a narrativa preparada em coordenação com a imprensa e com seus representantes partidários. Contrataram as torcidas como mercenários para poder se eximir de culpa em caso de reação contrária. Terceirizaram a baderna. E vão fazer de tudo para que alguém morra nos confrontos que pretendem provocar com a polícia para terem mártires.

Isso tudo está combinado entre a imprensa, políticos e magistrados esquerdistas que não aceitam a vontade do povo que elegeu Bolsonaro presidente.

E, se houver sangue, esses atores serão os culpados. E onde há culpados, há condenações.

Fábio Sahm Paggiaro – Msc Ciências Aeronáuticas, para Vida Destra, 3/6/2020.

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Fábio Sahm Paggiaro
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Luiz Alfredo Marques Magalhães
Luiz Alfredo Marques Magalhães
4 meses atrás

A narrativa é uma síntese histórica do que vem ocorrendo contra o primeiro presidente decente que a maioria do povo escolheu; pelo visto, inimigos abastecidos por dinheiro que foi roubado durante anos – e agora pelos comunistas chineses – devem levar adiante essa trama diabólica. Resta aos brasileiros de verdade optarem por lutar ou desistir. A história do país já registrou muitos confrontos onde correu sangue: está chegando o momento da repetição de um ciclo.

BELA
BELA
4 meses atrás

Artigo maravilhoso,perfeito e esclarecedor mostra oque de fato esta acontecendo hoje no Pais.O Artigo é tao bom que escrito desenha para que todos entendam. PARABÉNS PESSOAL!

Fernanda
Reply to  Fabio Paggiaro
4 meses atrás

Somos brasileiros é não desistimos nunca

Sérgio Rocha
Sérgio Rocha
4 meses atrás

Formidável!!!!

Charleno Pappi
Charleno Pappi
4 meses atrás

Há muito já há ambiente no país para intervenção. Agora estão colocando famílias patrióticas em risco pela imposição da violência. Até quando o povo vai ter que enfrentar este teatro de ilegalidades disfarçados em “democracia” , numa esquerda raivosa e doentia ?

Simone
Simone
4 meses atrás

Meu Deus o senhor está de parabéns que matéria, coloca muitos colunistas do Brasil no chinelo!!????

suneida
suneida
Reply to  Simone
4 meses atrás

Muito tranquila. essa informação é preciosa para os cuidados necessários
. Confio totalmente no Exército Brasileiro e nas Forças Armadas . Nunca, permitirão por mais ideologizadas que fossem, sangue nosso derramado no solo brasileiro. Seria sangue de ambos os lados. Isso já foi evitado, uma vez que eu testemunhei.

ALBINO MIGUEIS PICADO
ALBINO MIGUEIS PICADO
4 meses atrás

Ao ler este post fico pensando nos ANALFABETOS, ANALFABETOS FUNCIONAIS desta naçao, que nem ao menos tem acesso aqui neste site. Ao menos vamos ter algumas pessoas daqui para propagar este excelente artigo.

Claudia
Claudia
4 meses atrás

Creio que esses esquerdopatas soltaram presos perigosos para usalos como massa de manobra nessas “manifestaçoes democráticas “.Não terao êxito pois a quem Deus levantou ninguém consegue derrubar.

Fernanda
4 meses atrás

Essas “torcidas é facções” são os presos que foram soltos

Maria Aparecida Gomes Costa
Maria Aparecida Gomes Costa
4 meses atrás

Parabéns pelo rétrocesso histórico aqui colocado.Pena,mta pena eu tenho em ver pessoas atuando de maneira reversa sem analisar os fatos e a forma como são colocados.São visões despreparadas que não conseguem ver às estratégias desleais acometidas.Nosso Presidente tem sido coerente,sem delongas,a tudo o que diz e da maneira como é colocada para que todos entendam.Parabens por sua colocação. Bom senso e justiça.

Nunes
Admin
4 meses atrás

Realmente este artigo deveria ser compartilhado bastante nas redes sociais. Muitas fake news seriam desfeitas.