Tenho visto uma polêmica, nas redes sociais, a respeito do infame “Fundão Eleitoral”. Muitos querendo que o Presidente da República o vete. Fico estupefato que tanta gente não consiga calcular dois lances no futuro, neste imenso xadrez social, político, econômico e jurídico que está se desenrolando no Brasil!

Surpreende-me, para começo de conversa, que as pessoas não percebam que esse Congresso, há décadas, NÃO representa os interesses do povo, mas tão somente os próprios. Quando dá tempo, ou há um resquício de vontade política, votam pautas para “agradar”, ou “dourar a pílula”. Agem na mais pura estratégia maquiavélica: “o mal todo de uma vez, o bem a conta-gotas”. Ninguém nunca se perguntou por que temos um sistema eleitoral eficiente, com urnas eletrônicas impassíveis de auditoria, enquanto 50% da população não tem saneamento básico? As pautas, as leis que interessam a eles, bem como as emendas constitucionais, são votadas em velocidade “turbo”, em horários quaisquer (parece até que preferem a calada da noite), ao passo que leis pelas quais o povo clama, como a Reforma da Previdência ou a prisão em 2ª instância (que alguém já disse que não irá pautar), NÃO são votadas, ou são votadas com imensa má vontade, em velocidade “caramujo”, e ainda por cima, terminam “desidratadas”, desfiguradas e/ou recheadas de “jabutis”!

Houve uma considerável renovação dos congressistas, nas últimas eleições, mas não foi o suficiente para sanear as casas do nosso Legislativo. Uma boa parte, talvez a maioria, são políticos profissionais de longa data, as mesmas velhas raposas que se consideram a elite governante deste país. Muitos deles têm problemas com a Justiça, inquéritos e processos em andamento. Daí a votação, apressada e desesperada, da “Lei de Abuso de Autoridade”. Mais ainda, a grande maioria parece ter um apetite pantagruélico por dinheiro dos contribuintes. Daí o “Fundão”, bem como a Emenda Constitucional 105/2019, mesmo sob fortes e amplos protestos contra tais medidas, por parte do eleitorado.

Olhando pelo lado do Executivo, é inegável que Bolsonaro NÃO tem maioria, nem no Senado e muito menos na Câmara. Não tem sequer apoio para as medidas que propõe, que são usadas pelos nobres parlamentares como “moeda de troca”, para que votem os projetos e propostas que os mantenham longe das grades e com acesso aos cofres públicos. A única sustentação de Bolsonaro é sua popularidade e o apoio que seu eleitorado lhe concede.

Concluindo, o Congresso NÃO gosta de Bolsonaro, muito menos de seus Ministros, em especial Guedes (que restringe o acesso aos cofres públicos) e Moro (que pode colocá-los na cadeia). Estamos em uma época de transição para algo realmente novo, mas o velho “status quo”, dos corruptos, do esbanjamento do dinheiro dos contribuintes, está estertorando, resistindo e contra-atacando. Vem à baila velhos e nefastos discursos, na linha de “um pouco de corrupção não faz mal a ninguém”…

Dai que, na primeira oportunidade, iniciariam e, por certo, aprovariam o impeachment de Bolsonaro.

Já assacaram calúnias das mais horrendas contra o Presidente e seus Ministros. Também já os elogiaram, falsamente. Queriam R$ 3,8 bilhões para o “Fundão”. Aprovaram R$ 2 bilhões.

Bolsonaro poderia vetar. Mas se o fizer, os nobres parlamentares vão invocar o artigo 85 da Constituição, alegando que estão sendo “impossibilitados” de exercer a atividade legislativa. Já dão os primeiros indícios desse discurso, dizendo que os R$ 2 bilhões são pouco! Começariam o processo de impeachment! O abririam, claro, contra a vontade da maioria popular, mas parece que pouco estão se lixando para isso. Muitos parlamentares estão em pânico, fariam isso sem pensar se causaria conflagração no país, ou mesmo nos próprios futuros, quanto a suas carreiras políticas. Acho até que pensam que podem sair disso como “heróis”.

Daí que Bolsonaro não deve vetar o “Fundão”. Na verdade, o desgaste político não é do Presidente, é do Congresso. Eu não esquecerei de nenhum dos nobres parlamentares que criaram e inflaram esse monstro voraz de dinheiro público, e não deixarei que meus leitores esqueçam. A resposta virá nas urnas.

Deveria mesmo quedar-se silente. E montar uma estratégia de fiscalização acurada do uso desse dinheiro dos contribuintes. Havendo desvios, malversação ou utilização indevida, começar os processos cabíveis, em cada caso.

Estamos em uma guerra, social, moral, jurídica, política, econômica, que não vai se resolver de uma vez. Na verdade, quatro anos serão pouco. Um movimento por vez, entretanto, mantendo um objetivo firme, podemos vencê-la.

Todo apoio ao Presidente!

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Fábio Talhari, para Vida Destra, 21/12/2019.

Fábio Talhari

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5 Comentários

  1. O político pensa 24 h na próxima eleição, assim tudo que fizer será em volta da eleição, se trará benefício ou maléficio, será? Até poderia ser uma estratégia, porém como p corrupto nato irá comprar votos para permanecer no poder? Com muita grana é claro e a cada eleição fica mais caro o voto. Nosso presidente mostrou que pode ser barato e fácil ganhar uma eleição, é só uma questão de honestidade por toda a vida! Pelo visto a sanha pelo fundo partidário está longe de acabar!

  2. Eu nao entendo quase nada de política,mas entendo de vida e sei que a anos o Brasil se afundou por causa dos corruptos. Bolsonaro tera um trabalhado desgastante pela frente pois os corruptos estao em polvorosa querendo a todo custo voltar a saquear o Brasil.Nao darão paz um minuto farao ARMAÇÕES dignas de filmes Hollywoodianos para derrubar Bolsonaro.Ele precisa do nosso apoio.

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