Quando falamos em círculo virtuoso, ou ciclo virtuoso, em Economia, estamos falando claramente de ações que visam estimular o consumo, que por sua vez “puxa” a produção. Mas de que forma podemos estimular o consumo de forma consciente, sem fazer com que pequenos e médios empresários cometam haraquiri?

Momento difícil, mas um tanto simples de explicar. Vou dar um exemplo: na Construção Civil, obras de pequeno e médio porte que são atendidas por lojas de varejo, estão sofrendo com a intensa diminuição de fluxo de pessoas em lojas físicas.

Explico: já é sentido o efeito do pedido dos governos nas esferas Municipal, Estadual e Federal, para a população não sair às ruas e trabalhar de suas casas.

Não somente isso, férias estão sendo concedidas, e após o termino das mesmas, caso não haja melhora e união dos setores produtivos deste País, haverá demissões em escala.

Essa ação das esferas de governo acima citados reduz drasticamente o fluxo de pessoas nas ruas, nas lojas e centros comerciais de pequeno, médio e grande porte.

Assim, somente as obras de grande porte não sofrerão abalo. Mas onde está a força de trabalho? Apenas nas grandes obras? Não, sabemos que não.

O varejo de pequeno e médio porte respondem pela maior parte dos empregos e as obras de pequeno e médio porte igualmente, empregam milhares de pessoas nas atividades concernentes a plataforma da Construção Civil. Sem mencionar as micro e pequenas empresas.

E o que fazem os grandes fabricantes do setor atualmente? Nada. estão mudos, como se esta crise não afetasse o círculo virtuoso do qual fazem parte. Sem obras de pequeno e médio porte que não possuem multa para o término da mesmas, as paralisações e prorrogações já tiveram início.

Qual a solução, então, para que os grandes fabricantes deste setor possam estimular o consumo consciente sem abalar os cofres de seus clientes?

Primeiro: repactuar os pagamentos junto a seus clientes sem multa ou juros, como os cinco grandes bancos que temos no País fizeram (notícia que foi publicada na mídia ontem).

Segundo: estimular o consumo através de prazos mais alongados de pagamento, facilitando a aquisição de produtos.

Sejamos sinceros, um dos poucos mercados que está crescendo de forma voraz é o farmacêutico e o de higiene pessoal. Poderia citar outros, mas fico com estes dois como exemplo do que são itens de primeiríssima necessidade. Uma reforma ou nova construção de pequeno ou médio porte pode ser adiada, prorrogada ou cancelada, mas nossa saúde não pode esperar.

Também o Governo Federal, ontem, prorrogou por 90 dias os pagamentos de impostos das empresas que estão inseridas no Simples Nacional, o que denota e justifica meu pensamento a respeito do tema, ou seja, estamos no caminho certo.

Mas e as empresas de médio porte não terão este mesmo benefício? Podem perguntar alguns.

Bom, essa parte da cadeia de empregos é uma das maiores responsáveis  pelas carteiras assinadas deste País. Portanto, o círculo virtuoso deve funcionar para todos os setores: Construção Civil, Varejo, Industria, Infraestrutura, bancos, etc.

Devemos unir esforços e ideias para todos os setores de nossa economia. Não é hora somente de rezar, mas de trabalhar pela nossa economia e pelo nosso País.

Paulo Costa, para Vida Destra, 17/03/2.020.

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Paulo Costa
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