Quando as pessoas se acostumam ao tratamento preferencial, a igualdade de tratamento sempre vai parecer discriminação, dizia Thomas Sowell.

Ou seja, quando se dá visibilidade à vitimização de determinados grupos estimula-se erroneamente o conceito de cotas, disparidades e visibilidade; e todos sabem que este tipo de política leva ao desemprego em massa.

E por quê? Fácil explicar aos leitores. Imagine uma economia baseada em cotas.
Cotas para negros, para mulheres, cotas homossexuais, trans e ate mesmo para quem o dedo mindinho mais virado a esquerda, desculpem a ironia.

Caso não encontremos pessoas com o dedo mindinho virado a esquerda, as cadeiras ficarão vazias e o desemprego acontecerá. Mais uma família que deixou de levar o pão para casa por causa de cotas!!

Todos estes grupos de pessoas têm características e decisões que tomaram ao longo da vida. Darei um exemplo clássico.

Muitas das considerações a respeito das mulheres dizem que após 20 anos de trabalho as mesmas ganham menos que os homens e seria necessário compensar este fato. De que forma? Por cotas e ao mesmo tempo eliminar as disparidades de salário.

O que muitos ignoram é a forma pela qual a pesquisa é feita. Feita de forma tendenciosa e mentirosa, na verdade. A pesquisa faz referência a mulheres casadas ou solteiras?

Ora, aos vinte e poucos anos, mulheres casadas que decidiram casar, ter filhos e interromperam seu processo de crescimento profissional, vão ter um atraso em relação as atualizações de processos e conceitos.

Já com os filhos criados e encaminhados, decidem voltar ao ambiente de trabalho. É claro que terão uma disparidade em relação ao que ganha um homem, que não parou de trabalhar e que teve acesso as atualizações destes mesmos processos e conceitos para desempenhar suas funções.

O que a pesquisa não revela é que as mulheres que não pararam de trabalhar chegam a ganhar mais que os homens e isso é considerado um sinal da clara competência que este grupo pode ter, mas escamoteado pela Mídia.

Os exemplos são inúmeros sobre o que estou dizendo. Pesquisem, olhem a sua volta. Perceberão que a narrativa progressista é mais forte que o fato.

Enfim, 29 de janeiro foi o dia nacional de visibilidade de Transexuais e Travestis. Mais um dia para que o tipo de narrativa progressista insista em propagar vitimismo e visibilidade a um determinado de pessoas que fizeram uma opção mas não assumem a consequência deste ato.

E o que fez a Rede Globo no dia 29 de janeiro no “Bom dia Brasil”? Não estranhamente, falou do preconceito, da dificuldade de inserção no mercado de trabalho, tentando vender a ideia de que inúmeros travestis se inclinaram para a prostituição, por causa destes dois motivos acima citados.

Não falam da precariedade da Educação básica das ultimas décadas. Não citam que a falta de oportunidade, antes de mais nada se deve a falta de conhecimento, de ensinamentos contínuos que levam o ser humano a adquirir competências.

E como posso provar isso a vocês?

Fácil também. Olhe seu entorno. Se você teve a oportunidade de ter boa educação, em boas escolas sejam publicas ou particulares, irá perceber que muita gente que saiu do armário, são profissionais competentes que não precisaram de cotas, de vitimismo e muito menos não aceitam falar em disparidades ou preconceito.
Eles falam de competências, de valorização profissional, de desafios. Não importa se são homossexuais, trans, mulheres, ou ate mesmo travestis.

Volto a repetir como iniciei este texto : quando as pessoas se acostumam ao tratamento preferencial, a igualdade de tratamento sempre vai parecer discriminação.
Thomas Sowell.

Paulo Costa, para Vida Destra, 31/01/2019.

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