A visibilidade que os idiotas conseguem num país que não é sério

 

A expressão ”chegamos ao fundo do poço” nunca fez tanto sentido como agora. O Brasil é realmente cansativo e desgastante. Nunca tive tanta vergonha de ser brasileiro, apesar de amar meu país. Estamos vivendo o período econômico mais terrível de nossa história, com o desemprego, a dívida pública, a fome e a roubalheira de dinheiro para o combate à pandemia devastando o que sobrou do Brasil pós PT.

Se estivéssemos em um país sério, com Congresso comprometido, com gestores visando a retomada da economia e do crescimento, certamente seriam essas as pautas a ocuparem o espaço do debate público, além as reformas importantes para o desenvolvimento desse grande terreiro chamado Brasil. Porém, na república do é assim mesmo, temos que assistir gestores e membros do judiciário, juntamente com diversas representações de segmentos de minorias inúteis, com apoio do consórcio outrora conhecido como grande imprensa, dar destaque a mais uma aberração daquelas que a revolução cultural tem imposto. Estou falando da linguagem neutra.

Você, que acorda cedo para enfrentar a luta pela sobrevivência, faz de tudo para honrar seus compromissos e garantir o mínimo de dignidade a sua família, que se esforça para, no meio dessa batalha, deixar seus filhos na escola, fique sabendo que a linguagem neutra está ganhando uma visibilidade imerecida para algo tão inútil e sem serventia alguma. Certamente o querido leitor já conhece bem as intenções desses desocupados que são sustentados pelos pais ou por dinheiro público, via financiamento de educação superior, elaborando suas excrescências em forma de dissertações de mestrado ou teses de doutorado. Portanto já sabe que se trata de mais uma daquelas fórmulas de revolução social lenta e gradativa, que constitui mais um dos muitos métodos covardes da esquerda globalista. Sendo assim, também sabe que não se trata de defesa ou de garantia de qualquer direito ou combate a qualquer preconceito. O fato é que o assunto já ganhou palanque e já é realidade em diversos Estados brasileiros uma grande quantidade de projetos de lei para implantação dessa coisa nojenta nas escolas públicas.

Como Secretário Municipal de Educação de minha pequena Mutum, MG, colunista desta respeitada revista e como conservador, devo me posicionar e fazer uma oposição ferrenha e racional contra essa nova anomalia moral. Para tal pretendo usar dois argumentos fundamentais. Vamos a eles.

Primeiro tenho que lembrar ao leitor que aqueles que defendem a implantação da linguagem neutra nas escolas o faz sob a bandeira da defesa dos direitos daqueles que não se sentem bem em ser chamados por nomes, pronomes, substantivos e adjetivos com gênero definido. Assim, apelam para a defesa do direito de possuírem uma linguagem apropriada para sua identificação. Contra esse argumento reforço que vivemos num país onde existem 160 dialetos indígenas diferentes. Seria muita prepotência apelar para que um sub dialeto de um grupo de pessoas com problemas identitários fosse usado nas escolas, com o pretexto de que essa coisa linguística tivesse alguma eficácia em favor do respeito à diversidade e contra a transfobia. Portanto, baseando-se na ideia de obrigar o uso de linguagem neutra para tais objetivos, teríamos, em nome do mesmo respeito, que obrigar as escolas a ensinar dialetos indígenas para defender a causa do respeito para com eles, o que de cara é uma ideia ridícula, que jamais foi pauta de nenhum grupo sério de defesa dos povos nativos do Brasil.

Um segundo argumento que tenta respaldar a defesa de ensino e uso de linguagem neutra é que as pessoas que não se identificam com gênero masculino ou feminino possam garantir o direito de se expressar e ser tratado dentro de uma linguagem que esteja de acordo com a sua identificação. Agora, imagine se a moda pega. Aqui estabeleço a defesa. Não demorará muito para traficantes e demais bandidos exigirem a implantação de suas gírias nas aulas de português, já que o STF tem dado cada vez mais respaldo a criminosos que dominam favelas e regiões inteiras, com estabelecimento de um Estado paralelo.

E não adianta me dizer que bandidos e pessoas de gênero não binário são grupos diferentes, sendo um formado por pessoas que estão debaixo da lei e outro não. Isso é o chamado papo furado. Para uma sociedade que caminha para rebaixar pedófilos a simples pessoas doentes, não duvide que, muito em breve, o tráfico de drogas não será mais considerado crime e sim meio de vida de excluídos da sociedade. Não se esqueçam que ministros do STF fizeram o maior malabarismo jurídico já visto para soltar o maior ladrão da história do Brasil e torná-lo elegível, mesmo que isso custasse a soltura de marginais como André do Rap e, recentemente seu comparsa, Gordão. O crime e os criminosos são meras construções sociais aos olhos dos rábulas. Assim, eles não demorarão muito tempo para terem suas atividades criminosas reconhecidas como legítimas e exigirão inclusão social, podendo pedir que suas linguagens chulas se tornem parte dos currículos escolares.

A você, que se identifica com o perfil escrito no terceiro parágrafo deste texto, preciso fazer um alerta. A implantação da linguagem neutra nas escolas custa dinheiro; o seu dinheiro. Assim como o povo de São Paulo pagará uma fortuna de 40 milhões de reais pelo museu da diversidade (com letras minúsculas em protesto), você poderá ser estuprado pelo Estado caso não cobre, ferrenhamente, de seus vereadores, deputados e senadores as providências contra esse abuso.

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 09/12/2021.
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Welton Reis
8 meses atrás

O sexo continua a nortear o modismo, assim foi com a pílula anticoncepcional, minissaia, LGBT e agora a LN. Excelente artigo para nos alertar sobre a hipocrisia daqueles se acham evoluídos e inteligentes. Nada mais do que meros condutores da agonia, pois implicações psicológicas já estabelecidas irão agravar.