O Inferno é um lugar de tormento, de sofrimento e de expiação, segundo um feixe de religiões no mundo, especialmente pelas três interligadas, judaísmo, cristianismo e islamismo.

Segundo Dante, o mais conhecido dos autores que escreveu sobre isso, o Inferno é uma mistura do Hades greco-romano e o submundo do Satanás cristão, um lugar de fogo e tortura, em 9 círculos, em graus crescentes de tormento até chegar ao Diabo.

Sartre dizia que “o inferno são os outros”. Com isso quis dizer que a liberdade de cada um é limitada pelas dos outros, nosso livre-arbítrio não pode ser exercido de forma absoluta, pois entra em conflito com os livres-arbítrios das pessoas com que convivemos. Não concordo integralmente com Sartre, tenho que liberdade e libertinagem são coisas distintas. Liberdade, do ponto de vista jurídico privado, é poder fazer tudo o que a Lei não proíbe. Então, o inferno não são todos os outros, mas alguns deles, aqueles que não agem corretamente, que nos impedem de agir corretamente, que não respeitam normas éticas, civis e jurídicas de convivência.

Aliás, todos têm uma concepção pessoal de inferno. Pode ser o fracasso, a pobreza, a solidão, a exclusão. Contudo, considero que todos estes são aspectos da vida, e transitórios, desde que nunca se desista de continuar a viver, construir, fazer o necessário, o certo e até o nobre. Para mim, o Inferno é perder a sanidade, mergulhar na loucura.

Quando são perdidas as referências da Razão, quando não há lógica, coerência, consistência e objetividade dos raciocínios, quando decisões são tomadas com base em emoções, medo, ganância, quando não há mais escala de valores a serem observados, quando tudo é relativizado, quando são invertidos esses valores e conceitos éticos, não há mais probidade nas condutas e tudo passa a ser hedonismo, curto prazo, dissolução.

A insanidade é destrutiva, para si e para os outros que não compactuem com ela, mas que convivem com quem a cultiva.

Quando a insanidade alia-se à corrupção, então temos um quadro realmente grotesco, macabro. E a corrupção é histórica, no Brasil, todos o sabem. Os movimentos e iniciativas anticorrupção foram vários: não custa lembrar que em 1964, o golpe militar foi amplamente apoiado pelos setores conservadores da sociedade civil, justamente com base na ideia de combate à corrupção, que grassava no Legislativo, no Executivo e no Judiciário nacionais de então.

A corrupção, contudo, sempre vem travestida de “boas intenções”, como o “rouba mas faz”, e já foi considerada até necessária por teóricos sociológicos e econômicos, como uma “lubrificação” para que a sociedade funcionasse. Mas atingiu seu grau máximo e sua mais ampla disseminação quando veio acompanhada e justificada pela ideologia – nos governos petistas, e todos também sabem disso.

Contudo, depois do surgimento das redes sociais, e com a disseminação de informação em tempo real e direta entre as pessoas, a luta contra a corrupção cresceu, e muito. Uma grande parte da sociedade brasileira, que antes não tinha voz e ficava oculta, sob bandeiras alheias, começou a se manifestar. O resultado mais famoso disso é a Operação Lava Jato, iniciada em 2014 e atuante até hoje, mesmo sob forte resistência.

Nas eleições de 2.018, o principal anseio da população foi ver o combate à corrupção ser levado adiante. Por isso, a figura de Bolsonaro, o único candidato com carisma e com as propostas mais duras nesse sentido, apoiadas em um histórico limpo de acusações de improbidade, disparou como um foguete.

Logo a esquerda corrupta identificou nele seu grande inimigo, e usou todos os meios para destruí-lo: o homem foi ofendido, injuriado, tomou facada, foi caluniado, teve a vida devassada, houve fofocas de baixíssimo nível sobre sua vida pessoal e de pessoas de sua família, caluniaram e perseguiram seus filhos, criaram um sem número de factoides, várias “teorias da conspiração”, foram ataques vis de todos os lados.

Mesmo assim, foi eleito. Seu Governo começou sob resistência do Legislativo e do Judiciário, contudo, mas conseguiu, em pouco mais de um ano, importantes avanços, especialmente na área econômica. Isso era o que deixava a esquerda mais irritada, o sucesso econômico – que não espanta, uma política econômica liberal é muito mais eficiente na produção de riquezas que uma keynesiana, e disparada em relação ao socialismo, que empobrece.

Tentaram outras sabotagens, tanto o Congresso Nacional e a Cúpula do Judiciário. Houve reveses, mas ainda assim o Governo avançava.

Até surgir esse maldito vírus.

O socialismo e sua ideologia somente prosperam em um ambiente de caos e medo, porque se apresentam como uma “salvação” dos “trabalhadores e pobres”. A pandemia gerou o ambiente ideal, disseminando rapidamente pânico, desinformação, discórdia, desordem.

A acusação de “genocida”, uma demência que em tempos sóbrios seria imediatamente rechaçada, ganhou força até mesmo entre apoiadores do Governo. Com palanque no vírus, esquerda, corruptos e “aspirantes ao poder” viram uma “onda” para ganhar notoriedade e força em seus ataques. E estão abusando dela!

Fomos, então, arrastados para dentro do Inferno da esquerda, dos derrotados e dos que temem ser derrotados pela continuidade do Governo. O pesadelo deles nos contaminou, e poucas pessoas tiveram sangue-frio suficiente para passar pelas fases críticas dessa histeria sem descambar para raiva, desânimo, tristeza e até depressão.

Amigos, leitores, esse tormento, pânico, desespero não são nossos! Como tal, não podemos entrar neles, nem compartilhá-los! Isolem aqueles que o fazem, nas redes sociais! Não estamos em período de isolamento? Portanto, isolem essas pessoas, não compartilhem nada, não respondam nada, bloqueiem quem estiver disseminando desinformação e medo!

Sei que as ofensas e os ataques estão sendo pesados. Que muitos não resistem a dar resposta adequada. Mas o melhor é deixar que os fracassados feneçam, que fiquem entre si, imersos em rancor. Logo mais, mergulharão em esquecimento, porque esta pandemia não é eterna!

Fábio Talhari, para Vida Destra, 10/4/2.020.

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Gogol
2 anos atrás

??????

Welton
Welton
2 anos atrás

Boa tarde!
Artigo esclarecedor e oportuno. Hoje foi anunciado que 100 mil no mundo morreramno mundo por causa do vírus chines, porém não disseram que somos mais de 7 bilhões de habitantes. Platão em Sócrates e Ion ainda persiste e nos dá a luz do inteligir sobre a mentira dita e difundida por quem deveria conte-la. Por que? Meu caro destro, temos que descrever as insanidades até a exaustão para que os levogiros em algum momento digam… a inteligência é soberana. Forte abraço!

Nunes
Admin
Reply to  Welton
2 anos atrás

Também concordo!

JMB
JMB
2 anos atrás

que legal1

JMB
JMB
2 anos atrás

muito lqgeal

Marcos
Marcos
2 anos atrás

Excelente texto

Rafael
Rafael
2 anos atrás

Parabéns Fábio. Texto conciso e cheio de verdades

jorge paolilo
jorge paolilo
2 anos atrás

Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que a revolução dos costumes exige a precisão e a definição do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades.

michael euler
michael euler
2 anos atrás

mas pensando mais a longo prazo, o acompanhamento das preferências de consumo possibilita uma melhor visão global das formas de ação.

jorge paolilo
jorge paolilo
2 anos atrás

As experiências acumuladas demonstram que a consulta aos diversos militantes causa impacto indireto na reavaliação do fluxo de informações.

michael euler
michael euler
2 anos atrás

o acompanhamento das preferências de consumo possibilita uma melhor visão global das formas de ação, mas pensando mais a longo prazo,

JMB
JMB
2 anos atrás

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a execução dos pontos do programa exige a precisão e a definição do retorno esperado a longo prazo.

michael euler
michael euler
2 anos atrás

É importante questionar o quanto o início da atividade geral de formação de atitudes assume importantes posições!