Entendeu? Me perdoe! Se a resposta foi não, então você será chamado de burro, ignorante ou incapaz. Sim!!!! Se você não entendeu é porque não é um “iluminado”; aquela parcela ínfima de brasileiros capazes de entender o que o deus do socioconstrutivismo fala nas linhas divinas de sua suprema doutrina.

Bem, agora falando sério, por favor, guarde suas gargalhadas pra depois. Vamos tentar entender porque esse tipo de aberração ganha tanta importância no Brasil. Não pretendo contar a história toda, só preciso mostrar um resumo de princípio, meio e fim da tragédia de ter acreditado nas balelas do autor. Para tal, compartilharei um trecho da introdução de meu livro “A Farsa Paulo Freire e a Decadência da Educação Brasileira”, que escrevi em 2019:

“Eu, aluno jovem e cheio de sonhos, vivendo num país que acabava de eleger um metalúrgico, um torneiro mecânico, como presidente da República, almejava um futuro melhor do que o que a vida me oportunizara até então. Era um tempo em que tudo parecia ser um sonho. Dizíamos que o Brasil estava liberto de um governo neoliberal e opressor, que privatizava as estatais e beneficiava os grandes empresários, a quem culpávamos por nossa situação de pobreza.

Paulo Freire foi o baluarte desta [suposta] libertação por meio do currículo escolar. Tudo indicava que sua teoria (sic) seria a mola propulsora para que o sonho comunista da Pátria Grande[1] se tornasse, enfim, realidade.

Sob a influência do pensamento de Antônio Gramsci (1891-1937), Freire agora era, oficialmente, o principal teórico do socioconstrutivismo; que para nós é a corrente ideológica comunista que adentrou às escolas do Brasil.

Freire não escreveu nada de novo, não criou método algum, não é dono de nenhuma nova forma de se pensar educação, não é sequer professor licenciado. (…) o consideraremos o líder da implantação de uma teoria política revolucionária nas escolas brasileiras. Procuremos saber como o Ministério da Educação e Cultura se tornou o antro da disseminação do marxismo cultural, e como foi capaz de autorizar a infecção dos currículos escolares por uma doença maligna e maquiavélica chamada socioconstrutivismo, que nos conduziu até os piores resultados nos exames internacionais de leitura, cálculo e ciências”. (OLIVEIRA, 2019)

Nunca houve um método ou sequer algo que respaldasse cientificamente qualquer escrito de Paulo Freire. E nem preciso usar os inúmeros autores que o criticam por suas frases voadoras para comprovar isto. Ele sempre pensou em utilizar as escolas como meio de promoção da revolução do proletariado. Não se acanhou em reverenciar ditadores sanguinários e assassinos como Che Guevara. E o pior de tudo isso é que morreu sem ao menos pedir perdão por esse verdadeiro escárnio com a população das nações destruídas pelos doentios líderes marxistas.

Pois bem, o Google fez, no último domingo (19) uma homenagem ao guru da esquerda brasileira, com uma imagem que acabou viralizando negativamente.

Mas o que pensar sobre o Google neste tipo de ação? Um motor de busca na internet não pode ser confundido como “o pai dos burros”, como tentam emplacar. Não! A plataforma é muito útil! O que me surpreende é saber que uma empresa que depende do trabalho de mentes brilhantes, faça homenagem a um escritor de historinhas de gosto duvidoso, que ensinou aos pobres que não existe outro caminho para a emancipação a não ser culpar alguém pelo seu estado de “oprimido”.

Aos que ainda acham que existe alguma contribuição de Paulo Freire para a educação, apresente-me os resultados (que já sabemos) alcançados pela arte de transformar escolas em QGs de militância política.

Ao ver homenagens a Paulo Freire partindo de políticos ou de empresas, me envergonho em saber que um dia a imprensa e os partidos de esquerda ridicularizaram o nobre e saudoso Dr. Enéas Carneiro. Me envergonho de ver uma caricatura horrível do filósofo da “deseducação” em frente ao prédio do MEC e não ver sequer uma citação ao brilhante brasileiro que foi Dr. Enéas.

Assim são os comunistas; glorificam os gurus do fracasso e desdenham daqueles que poderiam, de vez, soterrar essa ideologia assassina.

 

Nota:

[1] Como é chamado o projeto de uma América latina unificada por um sistema bolivariano, que almejava tornar esse território uma única nação comunista. Este projeto fora idealizado por Ernesto Che Guevara, que pretendia criar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL, projeto este que não contou com o apoio de Fidel Castro Ruz, ditador da República de Cuba.

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 23/09/2021.
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