A excelente atriz Regina Duarte foi indicada para a Secretaria Especial da Cultura. E aceitou o desafio que certamente não será pequeno. A preferência por ela não foi unanimidade, conforme foi possível constatar pelos comentários que rolaram nas Redes Sociais. Houve quem afirmasse que ela não é suficientemente preparada, mas também quem simplesmente torcesse o nariz sem apontar qualquer especial razão para isso. Aí falaram em Vereza que, ao que tudo indica, será um Assessor Especial da nova Secretária.

Se Regina está preparada ou não é algo a se conferir. Se considerarmos que o cargo de Ministro da Cultura já foi ocupado, nos governos de má lembrança de Lula e Dilma, por Gilberto Gil, Juca Ferreira e também por Marta Suplicy, além de Anna Buarque de Holanda, não há porque duvidar que Regina Duarte possa se sair muito bem, até melhor que a encomenda. Afinal, o maior mérito de alguns Ministros do passado foi o alinhamento ideológico com o lulopetismo e com as esquerdas, além do fato de que alguns foram regiamente favorecidos por verbas da Lei Rouanet, criada por Sérgio Paulo Rouanet, Ministro da Cultura no Governo Collor. Regina Duarte merece um voto de confiança, pois em função do posicionamento político dela, não foi favorecida com absolutamente nada enquanto durou o lulopetismo. Aliás, muito pelo contrário.

Quando a gente examina a relação dos que ocuparam esse cargo desde 1985, percebe claramente que o alinhamento ideológico foi uma aparente constante em nomeações anteriores. Por que, então, deveria ser diferente agora? O único problema é que é difícil encontrar-se, no ambiente da Cultura Nacional, pessoas alinhadas com o pensamento conservador, quanto mais declaradamente de direita. A maioria quase absoluta é de fieis seguidores da famigerada agenda da Escola de Frankfurt. Essa é a verdade.

Não pretendo minimizar os méritos artísticos e culturais de quem já ocupou essa posição no Governo Federal, pois muitos tiveram – e têm – indiscutível competência em suas áreas de atuação específica, enquanto outros se notabilizaram pela atuação na política. Apenas considero legítimo ponderar que se o posicionamento ideológico foi um diferencial no passado, não há qualquer razão para que não seja agora.

Mal declarou sua decisão de aceitar o convite formulado pelo Presidente Bolsonaro, Regina Duarte passou a ser alvo de maledicências e represálias. Isso é algo sobre o que ela tem longa experiência e certamente saberá administrar, pois muitas serão as afrontas que terá que assimilar.

A Rede Globo, por exemplo, fez questão de demiti-la publicamente – numa transmissão do Jornal Nacional – do contrato há décadas mantido com a emissora, ainda que ela jamais tenha atuado novamente desde que manifestou sua desconfiança em Lula, há muitos anos. Coisa que também aconteceu com o brilhante ator Lima Duarte. Nisso, a Rede Globo demonstrou seu ressentimento e revanchismo em relação ao atual governo, pois fez publicamente algo que teria sido correto e elegante fazer no ambiente privado. Só que correção e elegância saíram definitivamente do vocabulário da emissora quando se trata de hostilizar o atual governo e quem o apóia.

Outro episódio que ganhou certa notoriedade foi o grosseiro comentário efetuado pelo também artista global, o José de Abreu, que – como de hábito – cuspiu palavras de desrespeito em relação à ex-colega de profissão, revelando, mais uma vez, seu caráter repulsivo. Regina terá que se acostumar com coisas do gênero, ainda que Vereza tenha, quase imediatamente, de forma elegante e moderada, repreendido a fala do ator que, entre outros desatinos, já se autoproclamou presidente do Brasil. Entre nós, conservadores de direita, não faltarão quem a defenda na espinhosa missão que ela aceitou e pela qual se comprometeu a se empenhar.

Enfim, após a desastrada fala de Roberto Alvim que resultou em sua justa exoneração, a presença de Regina Duarte à frente da Secretaria Especial da Cultura é um verdadeiro bálsamo para quem apóia o governo. Meu palpite é que voltaremos a festejar a Namoradinha do Brasil, no renascimento de uma paixão que jamais arrefeceu. Ela é 100% Bolsonaro. Para mim, é o que basta.

Laerte A. Ferraz, para Vida Destra, 22/01/2020.

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1 Comentário

  1. Pra mim foi à escolha perfeita! Regina Duarte, contempla um currículo pra ninguém botar defeito, além de que, tem caráter e, senso de justiça irrepreensível. O texto do Laerte, valida a indicação da Regina Duarte com respeito e, dignidade. Mostra o quão acertada foi à escolha da nova secretária da Cultura!!! Parabéns!

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