Parece que vírus com potencial para pandemias entraram na pauta das exportações chinesas, tal e qual a revolução cubana que foi item obrigatório nas exportações da castrista ilha caribenha, há algumas décadas.

Somente desavisados e distraídos ainda não perceberam que a cada novo vírus que apavora o mundo, a China é que tem se saído melhor. Explico: perante a ameaça de uma pandemia, o mundo entra em recessão; o dólar encarece e as bolsas de valores dos países desenvolvidos entram em crise. As ações de grandes empresas despencam, desvalorizando muitas vezes bilhões de dólares em poucos dias. É nessas horas que as enormes reservas cambiais chinesas entrariam em cena e comprariam o controle acionário de grandes empresas, muitas delas estabelecidas em território chinês, atraídas que foram pelas facilidades fiscais e burocráticas, além de mão de obra qualificada, porém barata em função da ausência de garantias trabalhistas e benefícios sociais. Após alguns meses, quando surgir uma terapia eficiente ou vacina e as ameaças de pandemia arrefececessem, o dólar volta aos patamares anteriores, as bolsas de valores se fortalecem e valorizam, e lá estaria a China, dona de fantásticos ativos e com PIB em crescimento.

Aliás, parece que isso já aconteceu antes, com a SARS em 2002 e com a gripe aviária em 2003. Mas posso estar enganado, claro.

Agora, atentem que em 2019 houve o surto de peste suína (não era coronavírus, mas outra família, denominada Asfarviridae) na China, que dizimou os rebanhos do país (em torno de 40% do plantel chinês teve que ser abatido), depois um surto de gripe aviária (H5N1) em fevereiro de 2.020, e já havia o surto do Coronavírus, iniciado em dezembro de 2019. Será uma simples coincidência ou vamos mesmo acreditar que esses vírus resultam de hábitos alimentares exóticos, praticados na China há milhares de anos, tal como alimentar-se de ratos e morcegos? Se for isso, por que não ocorreu há mais tempo?

A família de coronavírus, dos quais existem centenas de espécies, mas somente 7 são danosas ao ser humano, atacando vias respiratórias, é conhecida desde os anos 60. Porém, é inquestionável que a atual pandemia, decorrente de uma variedade do corona, denominada, CODVID-19, teve sua origem na cidade de Wuhan, na China, exatamente onde aquele país mantém um laboratório de pesquisas de doenças infecto contagiosas.

O Instituto de Virologia de Wuhan fica a poucos quilômetros do suposto “ponto zero” da pandemia, qual seja, o “Huanan Seafood Market”, “mercado úmido”, onde são vendidos animais vivos, desde peixes até morcegos, que são consumidos na China. Alguém acredita que é uma mera coincidência que haja um “ponto zero” de uma pandemia virótica e um Instituto de Virologia na mesma cidade, bem como que não haja conexão entre os dois?

Ou pior ainda, será que há conexão entre TODOS esses vírus? Por que acontecem sempre lá? A conjugação desses surtos viróticos, apontados acima, faz supor que a China esteja pesquisando vários tipos de vírus de forma intensa e ampla. Sua disseminação, em território chinês, pode ter-se dado de forma acidental, culposa, pela negligência, imprudência ou imperícia de algum pesquisador ou trabalhador de algum Instituto de pesquisa – como o Instituto de Virologia de Wuhan, repita-se.

Aliás, vamos analisar mais detidamente esse Instituto de Virologia: é um laboratório nível 4, em biossegurança. Existem quatro níveis de biossegurança (NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4), relacionados com o grau de contenção e a complexidade do nível de proteção envolvidos. No nível 4, trabalha-se com agentes infecciosos que podem ser transmitidos pelo ar e que não têm nenhuma vacina ou terapia disponível.

Acrescente-se que o Instituto em tela é estatal, mantido pela Academia Chinesa de Ciências, e lá trabalha um expressivo número de militares.

O detalhe é interessante porque os vírus são intensamente pesquisados no mundo todo, como veículo para terapias genéticas, principalmente. Os vírus são usados como “envelope” para “entregar” terapias genéticas dentro das células de um organismo doente. Esse é o interesse civil na pesquisa.

Mas há também o interesse militar: os vírus também são intensamente pesquisados para fins bélicos, como vetores de guerras biológicas.

Ora, curioso que os primeiros casos de COVID-19 tenham se dado em 29/12/2.019, conforme dados oficiais. Uma vez que o surto foi constatado, primeiro o prefeito de Wuhan tentou ocultar a origem do vírus, mas foi desmascarado ao vivo, em um canal de televisão chinesa. Naquele momento, em janeiro de 2.020, começaram as primeiras notícias no mundo sobre a doença. No início de fevereiro os chineses remeteram aos EUA o mapa genético do vírus. Uma façanha, já que mapearam um vírus absolutamente “desconhecido” em tempo recorde. Vejam: não estou dizendo que esse vírus tenha sido desenvolvido lá, mas é perfeitamente plausível que estivesse sendo pesquisado no Instituto. De toda forma, é bastante oportuno, para os chineses, que a pandemia tenha se originado em um ponto próximo desse Instituto de Virologia. Feliz coincidência.

Agora, dia 18 de março de 2.020, a major-general Chen Wei, que trabalha no Instituto de Virologia de Wuhan desde janeiro, anuncia ao mundo que a China descobriu uma vacina contra o COVID-19!

Estupaciante!

Chen Wei é uma militar de tal forma leal ao Partido Comunista Chinês, que foi capaz de injetar em si própria uma vacina experimental antes mesmo dela ser testada! Contudo, a injeção de Chen Wei não foi televisionada, diga-se de passagem. O evento foi registrado na página oficial do Exército Popular de Libertação na Weibo (rede social chinesa semelhante ao Twitter). As imagens foram partilhadas no início de março, e estão na capa deste artigo.

Essas imagens contêm uma boa dose de dramaticidade. Em uma sala branca-gelo, com a bandeira do Partido Comunista Chinês ao fundo, vê-se a virologista, trajando uniforme militar padrão camuflado, a mão esquerda no quadril. Chen Wei recebe uma injeção, que seria da vacina contra o COVID-19, antes de testes em animais. Em outra imagem, surgem sete militares (a equipe de Chen Wei), que teriam todos recebido a mesma vacina.

As imagens foram vistas por duas óticas.A primeira, como uma forma de Chen Wei declarar sua lealdade ao regime e mostrar que China está na dianteira do combate à Covid-19 e, de quebra, fazer propaganda do Partido Comunista Chinês — o que causou tanto vaias quanto aplausos, de acordo com a posição política de cada um que viu as imagens.A segunda acredita que tudo não passou de um jogo de cena, o que encaixa como uma luva na teoria de que o novo coronavírus foi feito em laboratório. Poderia indicar mais: que os chineses já conheciam o vírus e desenvolvido a vacina, inclusive feito os testes em animais, anteriormente.Após as críticas provenientes dessa segunda ótica, as imagens sumiram da Weibo. Mas o print é eterno.Daí se pergunta: por que carga d’água os militares chineses teriam pesquisado um vírus de baixa letalidade, mas altamente contagioso? Afinal, para ser uma arma, supõe-se que devesse ser letal.

A resposta estaria na intenção disso. Para os estrategistas militares, a guerra biológica tem uma finalidade bastante interessante: eliminar o inimigo, mantendo intacta suas estruturas produtivas, como fábricas, maquinários, terras agricultáveis, etc. Vamos supor, porém, que não haja uma guerra como a conhecemos até hoje, com baixas de lado a lado e cada lado querendo que o outro morra. Na verdade, seria muito melhor manter o lado adversário vivo! Porque produção é uma função matemática que envolve capital (maquinário, tecnologia) E trabalho (pessoas, seres humanos). Uma vez que a força de trabalho seja mantida, as estruturas produtivas de um “inimigo” seriam preservadas integralmente.

Claro que todo vírus causa letalidade, entretanto. Mas se essa letalidade ficasse restrita a idosos e pessoas com saúde debilitada, justamente a parte mais improdutiva e dispendiosa de uma força de trabalho, o detalhe não iria importar muito, para uma população mundial de 7,7 bilhões de pessoas. Na verdade, se pensarmos mais, não iria importar mesmo numa população de 1,4 bilhão de pessoas.

Assim acontece em uma guerra comercial. Ora, é sabido e consabido que a China está em uma guerra comercial com os EUA há décadas, desde que assumiu o posto de 2º maior PIB do mundo. Em uma guerra comercial, interessa falir o inimigo, não matá-lo.

Aí residiria a genialidade de um plano tenebroso: selecionar um vírus bastante contagioso, por via aérea, mas não de alta letalidade: apenas o pânico pelo contágio já seria (aliás, parece que está sendo!) suficiente para “quebrar” as economias estrangeiras, tanto concorrentes nos mesmos mercados em que a China atua quanto compradores e vendedores de produtos que a China utiliza. Uma vez que já estudado o vírus e já desenvolvida uma vacina para ele, assim que o surto virótico fosse controlado em território chinês, o país que detivesse a melhor tecnologia dispararia na frente de todos os outros do mundo, na retomada de mercados, e ainda: comprando barato seus insumos e vendendo caro seus produtos, pela escassez que a pandemia criara.

Claro que todo meu texto é só uma hipótese, um exercício de um roteiro cinematográfico.

Quero ressaltar que não estou lançando a grave afirmação que a China tenha desenvolvido ou selecionado e disseminado o coronavírus de forma dolosa. De acordo com a versão oficial (chinesa) o vírus se originou de uma mutação de coronavírus típico de animais silvestres. Claro que isso seria enredo de filme de terror, nem os militares chineses seriam capazes de liberar um vírus contra a própria população, muito menos colocar em risco o resto do mundo, e nem se pense que a China tenha se aproveitado de uma pandemia para controlar mercados de títulos e ações no resto do mundo.

Mas que foi oportuno, foi.

Fábio Talhari, para Vida Destra, 19/03/2.020.

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Gean Silva
Gean Silva
3 meses atrás

Observando a ” obra de engenharia social” dos comunistas na história e os números de vítimas dos mesmos não existe nada estranho de a China ter produzido este cenário ..a tropa de choque midiática e militante já estão criando pela rede que o vírus é só evolução do anterior ….

Mauro Tagliari
Mauro Tagliari
3 meses atrás

Parabéns pelo texto primo, é um raciocínio muito interessante. Não duvido nada das bandeiras vermelhas. Eles são especialistas em manipular as informações, interessados somente nos resultados pisitivos do partido.

Fábio
Fábio
Reply to  Mauro Tagliari
3 meses atrás

Texto coerente, excelente análise. Parabéns por esse conteúdo!

Newton Aritana
Newton Aritana
3 meses atrás

Fantástco.
Parabéns.

Priscila Lira
Priscila Lira
3 meses atrás

Genial!

Frany
Frany
3 meses atrás

Sua hipótess é muito esclarecedora?, Fábio! Obrigada??

Eliana
Eliana
3 meses atrás

Informações oportunas, minuciosas e esclarecedoras. Parabéns e obrigada, Fábio!!! Aleluia, habemos lux (internet)!!!!!

Luiz Carlos Arruda Braga
Luiz Carlos Arruda Braga
3 meses atrás

Saudações Fábio.
Essa é a ideia que dissemino dentre meus semelhanças, no que diz respeito a esta pandemia.
Lhe agradeço imensamente, pois agora tenho mais material para continuar.
Um abraço.
Excelente artigo.

Welington Silva
Welington Silva
3 meses atrás
Marli S. Nunes
Marli S. Nunes
3 meses atrás

Caro Flavio vc viu um texto “cirurgico” do Alexandre Garcia “Encenacao Chinesa” onde “destrincha” cada trairagem homerica (ki o diga Mauro Fagundes) Caso nao tenha visto lhe deixo meu zap (031) 92001-0008 e lhe repassarei … VALE CONFERIR e tb viralizar pra NAO ouvirmos + criticas ao Trump e Eduardo Bolsonaro p/ dizerem “the chinese virus” … Quem diz a verdade NAO merece castigo …

JACY SOUZA FREIRE
JACY SOUZA FREIRE
3 meses atrás

A teoria é perfeitamente aceitável. Nós sabemos que no Mundo o que interessa é o domínio dos meios de produção e de comércio. Para que isso ocorra todas as estratégias são utilizadas, inclusive, as da guerra, quer seja a bélica, quer seja a epidemiológica. A China é um País comunista que mantém a sua população sob rígidos critérios ideológicos, mas adota uma postura liberal para a sua economia. Ou seja, os meios de produção são rigidamente controlados e mantidos sob disciplina comunista, mas os meios de comercializacao dos produtos são liberais. Deve-se dizer que a China ostenta a maior diversidade… Read more »

Simone Lisboa da Costa
Simone Lisboa da Costa
3 meses atrás

Texto muito bem escrito! Descrição, ilação e a argumentação feira com sequência de raciocínio coerente e claro!
Parabéns ao Fábio!

PS: ???tb para o bom nível dos comentários!!

Teca Jan
Teca Jan
3 meses atrás

A china e a Rússia são os paises mais perigosos do mundo, acredito piamente que esse cenário, tem 99% de ser verdadeiro!

tom
tom
3 meses atrás

e os soldados dos Estados Unidos que contraiu virus no mar? eles ficam meses no Porta Avioes e navios de gerra q navegando nos oceanos. e nuca foram para china.e pq o laboratorio de pesquisa biologico deles fecharam em 9/19.? sera foi um possivel vazamento de virus? e qual e a explicacao td isso??pq ninguem pensou q sao eles criaram esse viru para derrubar a china. porque logol logo q a economia da china vai ultrapassar eles. e estao desesperados. sera q tem essa possibilidade??