A Lava-Jato feriu, mortalmente, a casta comuno cleptocrática que se assenhorou do Brasil – desde 1986 – e criou as condições para a eleição de Bolsonaro, o que poderá sepultar, de vez, tanto essa casta quanto os projetos de poder da Esquerda para Brasil e a América Latina, possibilidade esta inaceitável e que lhes justifica qualquer ação ou reação para sobreviver.

E a reação começou a se estruturar desde que a vitória de Bolsonaro ficou evidente. Houve uma concertação entre políticos, STF, imprensa, ONG, Igreja, organismos internacionais, entidades classistas e o meio acadêmico contra a vontade popular. A estratégia reativa adotou dois eixos básicos: a) destituir Bolsonaro ou, alternativamente, impedi-lo de se reeleger em 2022; e b) ressuscitar Lula como candidato.

A destituição de Bolsonaro vem sendo tentada desde seu primeiro dia de governo. Buscam destruir sua imagem visando apoio popular para o impeachment.  Tentam impedi-lo de governar para imputar-lhe insanidade, incompetência administrativa, além de criminalizá-lo por atos de ofício, declarações e ideias. Toda essa conspiração envolve atores nacionais e estrangeiros em estreita coordenação.

O Supremo assumiu o protagonismo das hostilidades. Interfere acintosamente nas competências do Executivo. Seus ministros criticam, assediam, caluniam, difamam e injuriam o Presidente da República. Investigam, prendem e censuram jornalistas e deputados simpatizantes de Bolsonaro. Anulam qualquer decreto presidencial que destoe da cartilha esquerdista. Decidiram que o fascista, nazista e genocida não governará, apesar de eleito, e de não apresentarem qualquer prova para tais crimes.

Concomitantemente às tentativas de destituir Bolsonaro, iniciou-se a ressureição de Lula, que estava preso e condenado. Teria, portanto, que ser solto e absolvido. Porém, evidências, fatos e atos contidos nos autos são incontestáveis. Logo, o STF reviu a prisão após condenação em segunda instância, anulou suas condenações e, com base em provas ilícitas, colocou a Lava-Jato e seus condutores sob suspeita, com possibilidades de serem condenados por condenarem o bandido.

Mas, por quê ressuscitar Lula? Porque ninguém venceria Bolsonaro nas urnas, nem Lula que não pode mais sair de casa. Porém, este último tem uma imagem, inclusive no exterior, que pode ser trabalhada pela mídia para criar um mito: o político injustiçado que sai da cadeia e volta para salvar a Pátria dominada por um nazista genocida. Um Nelson Mandela tupiniquim. O povo não acreditará nisso, mas a mídia construirá e massificará essa narrativa, com pesquisas que a sustente.

Nesse contexto, o STF determinou (inconstitucionalmente) ao Senado instaurar a CPI do Covid para investigar o Governo Federal, sendo que este foi impedido de coordenar as ações relativas à pandemia pelo próprio STF, que deu liberdade de ação a prefeitos e governadores. Depois disso, muitos deles passaram a ser investigados por desvios de recursos destinados à pandemia.

Para disfarçar a hipocrisia e o direcionamento, o Senado ampliou o escopo da CPI para investigar executivos municipais e estaduais, porém, parte dos senadores indicados para integrá-la responde a processos por corrupção ou são parentes de possíveis investigados [1].

Na prática, essa CPI foi arquitetada entre Senado e STF para, definitivamente, imobilizar o governo e iniciar seu impeachment, ainda este ano. Foi um senador que provocou o STF e o presidente do Senado poderia, simplesmente, invocar a Constituição para não acatar a determinação da Corte. Fatos não importarão. A condenação de Bolsonaro já foi decidida, apenas construirão uma narrativa para justificá-la.

Mas as estratégias não se resumem a absolver Lula, atacar Bolsonaro e abrir CPI. Há processos contra a chapa Bolsonaro-Mourão no TSE, bem como as investigações conduzidas pelo STF sobre fake news e atos antidemocráticos que aguardam, apenas, a popularidade do Presidente baixar para destituí-lo.[2]

E, se nada disso der certo, as urnas eletrônicas resolverão o problema. A imprensa e pesquisas massificarão a desaprovação e queda de popularidade de Bolsonaro e a vitória de Lula. Com a imagem ressuscitada – só na mídia – qualquer tentativa de reação à fraude será mostrada como golpe e terá condenação internacional, como ocorreu com Trump nos EUA.

E o voto impresso, de per sí, não seria garantia para evitar essa fraude. Deve ser combinado a alterações legais que obriguem auditagem por amostragem após cada eleição, bem como recontagem obrigatória, caso se extrapolem parâmetros de aceitabilidade de incongruências. Se assim não for, dependeremos de petição a para recontagem de votos, o que o TSE somente autorizará para favorecer a Esquerda. Teremos o voto impresso, mas não nos permitirão utilizá-lo.

Em resumo, vivemos um golpe de estado disfarçado por aspectos legais em adiantado estágio de implementação. A Constituição e as leis não valem mais. O caos institucional foi instaurado. A Justiça deixou de existir. Os bandidos estão sendo soltos e quem os prende ou acusa, passa a ser investigado e condenado por eles. A democracia só é válida se for como a da Venezuela e de Cuba.

A corda não está esticada, já rompeu há muito e os brasileiros não perceberam!

E enquanto esperamos que Bolsonaro aja por nós, e ele que nós façamos nossa parte, ou seja, ir pras ruas e exigir o fim da anarquia, a comuno cleptocracia morre de rir e fica cada vez mais convicta de que o jogo está ganho.

Como gado, estamos indo, resignadamente, para o matadouro.

 

Nota: outros artigos de minha autoria que se relacionam com o tema deste e embasam análises podem ser acessados neste link!

REferências:

[1] Matérias disponíveis aqui aqui.

[2] Disponível aqui.

 

 

Fábio Sahm Paggiaro, para Vida Destra, 22/04/2021.                                                Sigam-me no Twitter! Vamos debater o tema! @FPaggiaro

 

Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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Luiz Antonio Santa Ritta
20 dias atrás

Neste brilhante art. de @FPaggiaro s/a radiografia de um golpe, temos q deixar claro que:a)Lula nunca será um mito; b)Bolsonaro já está inocentado na CPI p/declarações do Secr. Saúde de Manaus; e c) A popularidade de Bolsonaro nunca cairá. Agora, roubaram a corda!

Renata Araujo
20 dias atrás

Paggiaro, você traduziu o indizível que vinha sentindo. Nesses tempos temos sofrido tantos ataques de tantos lados que sequer temos essa clareza. Nada é seguro.

Tomás Fonseca Dal Pozzo
Tomás Fonseca Dal Pozzo
20 dias atrás

Prezado Amigo Paggiaro!
Excelente seu artigo que descreve bem a situação de governo do Presidente Bolsonaro. Ele foi conduzido a caminhar sobre ovos, sem poder quebrá-los. Sinto que ele gostaria de fazer mais, porém, fica impedido. Acredito que faltou um nome a ser mencionado. A meu ver, o cabeça de tudo. José Dirceu. O inimigo número 1 do Brasil.

Welton Reis
20 dias atrás

Se fosse necessário escolher detestaria menos a tirania de um só do que a de muitos. Um déspota tem sempre alguns bons momentos; uma assembleia de déspotas nunca os tem.

Voltaire

Welton Reis
Reply to  WELTON REIS DOS SANTOS
20 dias atrás

STF, Jornalistas ativistas e políticos esquerdistas são déspostas que se unem para derrubar o presidente honesto.

Günter
Günter
20 dias atrás

Meu amigo! Irretocável! Esse é o enredo lúcido e contundente de para onde e como esse rio de sandices vai desaguar. Não há como contestar se as condições permanecerem inalteradas. O jogo está definido. Porque não é mais poder pelo poder. É poder pelo dinheiro. As leis não importam, o indivíduo não importa, a vida não importa mais. O julgamento do Moro hoje foi uma entronização do crime, a concretização do inimaginável até bem pouco tempo atrás. O lamentável é que o gado não quer sair de sua zona de conforto, continua agarrado a uma falsa ilusão de que algo… Read more »

Maria Auxiliadora Marra Fellows
Maria Auxiliadora Marra Fellows
19 dias atrás

Excelente! Regata a verdade dos fatos com clareza.

Maria Auxiliadora Marra Fellows
Maria Auxiliadora Marra Fellows
19 dias atrás

Corrigindo* retrata

Vivian
Vivian
19 dias atrás

Excelente

marksjoma
19 dias atrás

Esquerdas do mundo, totalmente insensíveis às necessidades reais dos povos, a liberdade, para serem o que quiserem, crescer e empreender. A felicidade de um povo é infinitamente mais valiosa que quaisquer controle e pressão do Estado, cujo objetivo levar ao totalitarismo marxista.