Desde que ficou definida sua candidatura à Presidência, Bolsonaro se tornou o alvo predileto, senão o único, de congressistas, STF, imprensa, ONGs, entidades classistas, artistas e quaisquer outros que se beneficiavam com o regime que vigora desde o início da Nova República (1985). Porém, dois anos após eleito, apesar do massacre político, jurídico e midiático, apesar das maiores e concomitantes crises econômica e sanitária da História do País, ele goza de popularidade e aprovação semelhantes àquelas que o elegeram. E isso quando avaliado por pesquisas tendenciosas, em momentos mais desfavoráveis possíveis. Na prática, quando sai às ruas, e ele o faz com frequência, percebe-se que sua popularidade é maior que a divulgada.

Como se explicaria isso?

Entendo que as explicações começam pelo contexto social, político e econômico no qual ocorreram as eleições e perdura até hoje. O PT e sua base aliada levaram o Brasil à falência institucional, econômica e moral pela gestão incompetente e corrupta que praticaram. Adicionalmente, a Esquerda saturou a população impondo-lhe sua agenda politicamente (in)correta, preconizando, entre outros, a descriminalização de drogas, aborto e pedofilia;  a ideologia de gênero e o desarmamento; e, ainda, hostiliza a família, o Cristianismo e o capitalismo.

Nesse ambiente, Bolsonaro era o único candidato que possuía reputação ilibada, bem como discurso conservador e ético. Porém, tais características eram incompatíveis com o status quo comuno-cleptocrático vigente. Este não lhe abriria espaço para uma candidatura viável, ou seja, apoiada por uma coligação com abundantes fundos partidários e caixa 2, muito tempo de propaganda eleitoral, além de caríssimos marqueteiros. Desde 2002, esta era a receita para vencer eleições no Brasil.

Entretanto, ele apostou nas redes sociais e se viabilizou.

Iniciou-se, então, uma estratégia de demolição de sua imagem coordenada entre os adversários.

Decidiram impor-lhe uma caricatura conservadora, ditatorial e criminosa. Mentiras, ocultamento da verdade e distorção de fatos passaram a ser regra. Imunidade parlamentar e liberdade de imprensa se tornaram instrumentos de calúnia, injúria e difamação. Ética, moral, e independência dos Poderes ruíram. O ativismo político tomou conta do STF. O fim passou a justificar os meios.

Essa caricaturação se baseou em satanização do conservadorismo, repetição da mentira até torná-la verdade e no monopólio da informação pelos grandes meios de comunicação controlados pelo sistema. Entretanto, isso levou seus promotores a caírem na armadilha do próprio sofisma. Apostaram em conclusões lógicas a partir de premissas falsas.

As acusações relativas a costumes conservadores aumentaram os votos e a popularidade de Bolsonaro, pois, contrariamente às dogmáticas afirmações esquerdistas, os brasileiros são majoritariamente conservadores. Quando o acusam de defender a liberação de armas ou ser contra ideologia de gênero e aborto, melhoram sua imagem enquanto perdem credibilidade. Igualmente, ao praticarem a difusão desenfreada e desmedida de calúnias, injúrias e difamações.

As redes sociais, a sua vez, demoliram o monopólio da informação. No mesmo momento em que TV, rádio e imprensa mentem com objetivos ideológico-eleitoreiros, são desmascarados nessas redes. Tampouco podem evitar que determinado candidato ou pessoa divulgue suas ideias, pois, ao boicotá-los, não os impedem de se comunicarem, além de exporem o próprio ativismo político.

Assim, o candidato honesto foi eleito e os inimigos logo perceberam que as torneiras da corrupção haviam, realmente, se fechado. Dobraram, então, as apostas nos mesmos sofismas para destruir sua imagem e criar ambiente para seu impeachment. Congresso, STF e TSE passaram a assediá-lo política e juridicamente e a imprensa manteve diuturno massacre desinformacional.

Nesse ambiente, a maioria dos deputados do PSL entendeu que Bolsonaro não se sustentaria e seria hora de voltar às velhas práticas. Ele não aceitou e rompeu com o próprio partido, sem se preocupar com a perda do fundo partidário, mas sim com a vinculação de seu nome a possíveis falcatruas que poderiam advir. Os deputados e senadores que o abandonaram foram execrados.

O povo, percebendo todas essas articulações, foi às ruas e manifestou seu apoio ao político honesto, bem como sua insatisfação em relação ao Congresso e ao STF. Este reagiu abrindo investigações criminais (inconstitucionais) contra colaboradores próximos, deputados, jornalistas e ativistas apoiadores, além de censurar e prender vários deles por difusão de fakenews e ameaças à democracia. As arbitrariedades ficaram evidentes e, de novo, o Presidente se fortaleceu e seus inquisidores se enfraqueceram.

Os ânimos de então se acirraram, mas veio a pandemia e as manifestações cessaram. O sistema cleptocrático entendeu-a como dádiva divina para, definitivamente, destituir o satânico capitão. Redobraram as apostas nos mesmos sofismas, além de agregar outros estratagemas: implodir o governo de dentro para fora; tirar-lhe as competências constitucionais para atuar no combate à COVID-19; parar o país e sua economia; e, logicamente, cobrar os danos do chefe do Executivo.

Assim, cooptaram Mandetta (Ministro da Saúde) e Moro (Ministro da Justiça) para se rebelarem contra Bolsonaro e eles se desacreditaram por isso. Prefeitos e governadores conseguiram o protagonismo das ações de combate à pandemia junto ao STF. Pararam o Brasil e o Executivo ficou de mãos atadas. Por discordar do isolamento total pelos efeitos econômicos, defender o tratamento precoce e se opor ao uso de vacinas sem o devido teste, o Presidente foi qualificado como genocida. Isso também não surtiu efeito e se caracterizou como um dolorido tiro no pé.

A transferência do protagonismo das ações aos prefeitos e governadores favoreceu o Executivo. Os primeiros impuseram lockdown, desemprego, falências e arbitrariedades. Ao último coube distribuir dinheiro [1] e corrigir erros e incompetências daqueles governantes. Adicionalmente, pelo caráter emergencial das medidas, a corrupção explodiu nos estados e municípios que nelas viram a chance de sair da abstinência corruptiva imposta pelo Governo Federal.

Em paralelo, nos últimos dois anos, as mentiras contra Bolsonaro foram, de per si, se revelando. Ele não perseguiu homossexuais, mulheres, negros ou nordestinos, tampouco acabou com o Bolsa-família, ao qual agregou uma décima terceira parcela anual. A caricatura satânica e ditatorial não colou, apesar do permanente ataque. As posturas contra o isolamento total na pandemia e favoráveis ao tratamento precoce para a COVID-19, por sua vez, vêm se confirmando acertadas.

Por outro lado, o Capitão mostrou-se um administrador honesto e competente. Recebeu um país falido cuja situação se agravou pela pandemia. Mesmo assim, terminou obras há muito paradas como ferrovias, rodovias e a transposição do São Francisco. Em 2020, foram criados 140 mil novos empregos [2]. As estatais passaram a ser superavitárias bem como as contas da Administração Federal, em cuja estrutura se eliminou a corrupção institucional. As projeções de queda do PIB 2020 já se reduzem próximas a 4,0% [3], excelentes se comparadas a países desenvolvidos.

Adicionalmente, em todas as situações em que foi acuado, ele respondeu em linguagem simples, com sinceridade, honestidade e coragem moral, sem desculpas para erros, mentiras ou meias verdades; não se preocupou com versões ou formalidades, por vezes exagerando em palavrões. Isso lhe reforçou a confiança popular, pois demonstrou ser um político diferente, que se preocupa com o povo e trabalha para cumprir o que prometeu. Sim, existe o caso da rachadinha do Flávio Bolsonaro, que ainda não foi julgado, mas não parece afetar a percepção popular, independentemente de juízo de valor.

Toda essa resiliência de Bolsonaro se refletiu nas eleições municipais de 2020, quando a Esquerda e demais detratores foram calcinados. Isso pode sinalizar o início de uma adesão maciça de prefeitos para a próxima corrida presidencial. Coincidentemente ou não, Câmara Federal e Senado elegeram como seus novos presidentes representantes mais alinhados ao Governo, talvez por entenderem que posicionamentos contrários poderão lhes custar os mandatos em 2022.

Portanto, quanto à popularidade do Presidente, pode-se inferir o seguinte:

  1. Tem por fundamentos ideias conservadoras, honestidade, fidelidade às propostas de campanha, além da personalidade franca, direta, agressiva e que fala no linguajar do povo.
  2. Tem por instrumento as redes sociais que lhe permitem se comunicar diretamente com a população e neutralizar a sistemática campanha negativa.
  3. É reforçada pelas tentativas de destruição de sua imagem por intermédio de mentiras e pela absoluta falta de credibilidade de imprensa, políticos e ministros do STF que o atacam.
  4. É reforçada pelo fato de que seus agressores são execrados pela opinião pública.
  5. É reforçada por sua administração que, considerada a gravidade das crises econômica e sanitária, apresenta resultados muito melhores que os de governos anteriores.
  6. É reforçada pelas medidas contra a COVID-19 adotadas e/ou apoiadas pelos algozes, as quais se mostram cada vez mais nocivas, tanto em termos econômicos quanto sanitários.
  7. Beneficia-se do posicionamento contrário a tais medidas e por ser impedido pelo STF de aplicar alternativas.
  8. Beneficia-se pelo fato de o Governo Federal distribuir as benesses e os governadores e prefeitos as maldades, além de serem investigados por corrupção.

Verifica-se, portanto, que não foi possível destruir a imagem de Bolsonaro e nem será, a não ser que algum improvável e gravíssimo fato apareça. Tampouco, há espaço para um programa de governo com mais apelo popular em função do conservadorismo brasileiro. Nem há candidatos realmente conservadores e com carisma pessoal suficiente.

E a própria cleptocracia, na ânsia de destituir um presidente democraticamente eleito, é quem demonstra e reforça isso junto à população. Pela forma de atuar da primeira, a esta última não restam dúvidas de que Bolsonaro é o único capaz de atender-lhe os anseios e libertar-lhe da corrupção e da anarquia institucional a que foi submetido o Estado brasileiro.

Portanto, apesar do ambiente inóspito, nunca experimentado por outro presidente na História do Brasil, infere-se que o atual mandatário mantém sua popularidade e seria reeleito em 2022. Além disso, as ações futuras de seus algozes, pelo modus operandi, tendem a fortalecê-lo, ainda mais, bem como as melhorias econômicas e sanitárias que estão por vir com vacinas contra a COVID-19.

Entretanto…, não entendo que as eleições presidenciais de 2022 estejam ganhas. Se não nos precavermos, teremos o desastre do retorno da comuno-cleptocracia, pois esta fará qualquer coisa para sobreviver.

E como poderiam voltar se Bolsonaro conta com apoio popular para ser reeleito?

As urnas eletrônicas…aquelas inauditáveis… aquelas que TSE e STF afirmam ser seguras e por isso não pretendem mudar.

Mas isso é assunto para o próximo artigo!

Notas:

1- caso haja interesse do leitor, o detalhamento de alguns pontos de vista apresentados neste artigo pode ser encontrado em outros por mim já publicados na Vida Destra, conforme os links a seguir:

STF na armadilha

A promoção da violência para destituir um presidente

STF X Democracia

A Verdade Triunfa. Como ficam os mentirosos?

Celso de Mello Quixote de Torquemada

Caos na Saúde do Amazonas. Quem são os culpados?

A sobrevivência de Bolsonaro

2- Todos os artigos por mim publicados no site Vida Destra poder ser acessados neste link!

[1] O grande exemplo dos possíveis benefícios eleitorais proporcionados ao Executivo é o Auxilio Emergencial que já distribuiu mais de R$ 200 bilhões a mais de 60 milhões de brasileiros e deverá ser prorrogado. Para se ter ideia, o Bolsa Família distribui, aproximadamente, R$ 30 bilhões a 14 milhões de beneficiários, anualmente. Mais informações nesse link, acesso em 17/Fev/2021. E também  aqui, acesso em 17/Fev/2021.

[2] Dados informados pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, no programa Os Pingos nos Is, em 02 Mar. 2021. Disponível  aqui!

[3] Disponível neste link, acesso em 17 Fev. 2021.

 

 

Fábio Sahm Paggiaro, para Vida Destra, 04/03/2021.                                                Sigam-me no Twitter! Vamos debater o tema! @FPaggiaro

 

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade de seus respectivos autores e não expressam necessariamente a opinião do Vida Destra. Para entrar em contato, envie um e-mail ao contato@vidadestra.org
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Günter
Günter
7 meses atrás

Excelente! Como todas as suas abordagens. E conclui muito bem com o grande MAS no horizonte. Não só as malditas urnas. A nefasta ação coordenada da Cleptocracia, superprotegida pelo STF, com o poder demolidor da mídia aberta e o inatacado poder de censura das big techs, constituem, no meu entendimento, a ameaça suprema à verdadeira democracia cujos valores estão sendo heroicamente, a duras penas, como os dados apresentados bem demonstram, sendo reconstruídos pelo Presidente Bolsonaro.

Luiz Antonio Santa Ritta
7 meses atrás

Neste excelente artigo de @FPaggiaro sobre a Popularidade de Bolsonaro e as eleições de 2022, temos que incluir a tentativa de denegrir a imagem do Capitão pela Imprensa, é um tiro no Pé, com Bolsoringa e agora Bolso Lenda. Preocupação futura será o voto impresso auditável e em qual Partido Político Bolsonaro concorrerá em 2022.